As Fábulas 


   
 Um espetáculo mágico que garante ao público um ambiente emocionante, que nos leva as lágrimas e ao entusiasmo em diferentes momentos, sem perder o foco da reflexão sadia. Não há como ficar impassível diante das ações dos personagens que agem a partir de posições éticas como o bem e o mal, a força e o desejo, a razão e a emoção. Aliás, este efeito emocional é destacado justamente para oferecer ao espectador a possibilidade de estar diante de dilemas universais e através deles ser instigado a refletir e fazer comparações com o seu próprio mundo.
    Para as crianças fica a grande experiencia de estar em contato com um teatro que respeita seu nível de desenvolvimento, que mexe com seus conceitos, faz pensar e provoca a sua imaginação. E para os mais crescidos a oportunidade de discutir com seus filhos/netos/sobrinhos valores sociais que estão se perdendo em uma sociedade de consumo desenfreado.​

“ O imaginário é o motor do real"

Jacqueline Hudd

A mosca e o leão


Certo dia o Leão estava a roncar sob o sol tranquilamente quando ouviu um zumbido. Deu um solavanco no ar e acabou acertando uma mosca. Irada pelo mal trato, a mosca lançou um desafio ao rei: um duelo. Os dois se encontraram ao meio dia. o Leão enorme como sempre e a mosca pequenina como nunca.. Então o duelo começou. O Leão tentando acertar a mosca, acabava golpeando o próprio corpo, enquanto a pequena mosca voava mais rápido e mais rápido. Ela se enfiava no meio da sua juba, suas orelhas, seu nariz.. deixando-o completamente enfurecido. E então o Leao tentando acertar a mosca, que passava por entre suas pernas, cravou as garras em seu estomago e rasgou seu ventre de fora a fora.
E foi assim que a pequena mosca conseguiu vencer o rei da floresta. Orgulhosa e feliz saiu para contar a todos a sua vitória, mas a nova rainha da floresta acabou presa em uma teia de aranha, e viu se aproximar, vagarosamente, a aranha.

Os Contadores

Certa vez choveu muito em uma floresta e o rio transbordou. Quando as águas baixaram o velho escorpião, que morava na margem direita, foi parar na margem esquerda do rio. Vendo uma jovem sapa a tomar sol lhe pediu um favor: - Poderia me ajudar atravessar o rio, formosa dama?
- Estás louco, e se no meio do rio o senhor me picar?
- Pense comigo se assim o fizer, morreremos os dois.
Depois de muito argumentar o escorpião convenceu a sapa que não lhe faria mal. Os dois entraram na água. Quando chegaram perto da margem direita o escorpião picou a sapa. E, enquanto afundavam, a Sapa perguntou ao Escorpião:
- Mas porque? Agora morreremos os dois.
- Desculpe bela dama mas faz parte da minha natureza.

A Sapa e o Escorpião

Um Cordeirinho bebia tranquilamente água no rio quando percebeu algo a respirar fortemente atrás dele. Um tremor subiu pela sua espinha. Era o Lobo.
- Está bebendo de minha água? Não sabe que essa água me pertence?
Claro que o Lobo sabia que aquela não era a parte do rio que pertencia aos lobos.
- Mas minha mãe falou que sua parte da água é daquela árvore para cima.
Assim o Lobo tentou e tentou arranjar alguma maneira de desculpar sua ação e devorar o cordeiro. Seria mais fácil se ele estivesse fazendo algo errado. Mas não estava. Então sem encontrar um argumento convincente o Lobo devora o cordeiro e volta satisfeito para sua toca.

O lobo e o cordeiro

Era véspera de Ano novo. Pelas ruas de uma grande cidade uma menina andava descalça tentando vender fósforos. Era a única coisa que tinha para vender, seus irmãos e seu pai a esperavam em casa com o dinheiro. Apesar de seus esforços a menina não conseguiu vender nada. O frio aumentava com a chegada da noite. Todos andavam apressados para fugir do frio e voltar às suas casas onde uma farta mesa os esperavam..
A menina para se aquecer um pouco resolveu acender alguns fósforos, afinal, estava muito frio. A cada fósforo aceso a menina via uma mesa farta, uma família feliz . Os fósforos acabaram..
Amanheceu um lindo dia de inverno e a menina dos fósforos foi encontrada na praça da cidade, congelada. Entretanto, ela tinha um leve sorriso. Parecia ter finalmente aquecido seu coração.​

A vendedora de fósforos